sexta-feira, 19 de março de 2010

"CQC" inicia a terceira temporada com polêmica

O "CQC" iniciou sua terceira temporada na TV Bandeirantes em meio a uma polêmica: o quadro "Proteste Já" foi proibido de ir ao ar na segunda-feira por causa de liminar obtida pela Prefeitura de Barueri, investigada em uma reportagem de Danilo Gentili.

A razão da ação judicial foi uma televisão, doada pelo programa a uma escola do município paulista, em 2009, com um aparelho de GPS instalado nela. Rastreado o equipamento, o programa descobriu que o televisor estava na casa da diretora da escola. Com 25 minutos de duração, a reportagem estava pronta para ser veiculada quando a liminar concedida pela juíza Nilza Bueno da Silva proibiu a exibição.

"O ‘CQC’ está sob censura prévia", disse o apresentador Marcelo Tas, durante o programa na noite de segunda.

Na tarde de terça, a assessoria de imprensa da TV Bandeirantes informou que irá recorrer da decisão. Ao deferir a liminar, a juíza alegou que o programa não concedeu direito de resposta à prefeitura. Durante a exibição do programa, Marcelo Tas só pôde informar que se tratava de denúncia de mau uso de recursos na Secretaria de Educação. "O direito de resposta foi assegurado e está na matéria", garantiu o apresentador.

Ele lembrou o significado da sigla "CQC" para mandar um recado à Prefeitura de Barueri: "Nós vamos mostrar essa matéria aqui ‘custe o que custar’".

Reações solidárias.A censura prévia despertou reações indignadas na internet, com mensagens de apoio dos internautas à produção do "CQC". Até Boninho, diretor do programa"BBB 10", da Rede Globo, solidarizou-se no Twitter: "Vergonha Dra. Nilza Bueno, que impediu a exibição do quadro no ‘CQC’, censura não, isso já passou! @marcelotas quero ver essa matéria no ar", disse o diretor global.

Fonte:O Tempo

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